A diversidade refere-se a grupos de pessoas que se distinguem de outras, por algum
fator, mais visível ou menos visível (HANASHIRO, 2007). No contexto organizacional a
questão da diversidade envolve a comparação entre um grupo majoritário que corresponde
àqueles membros que têm historicamente mais poder e recursos econômicos e os grupos
minoritários, que são àqueles com menor quantidade de membros representados no sistema
social.
Para THOMAS JR (1999) a abordagem da diversidade pelas empresas tem uma
seqüência histórica que pode ser definida por iniciativas voltadas à negação, ação
afirmativa, assimilação e compreensão das diferenças.
A negação da diversidade, historicamente, fez parte do pensamento administrativo.
Por décadas, para ocupar uma vaga na empresa embora não fosse explicitamente revelado
existia um perfil desejado que era aquele que contemplava o homem, branco, jovem e com
experiência. Contudo, com a maior participação da mulher no mercado de trabalho, com a
globalização, com as fusões, com as alianças estratégicas e as reservas de cotas impostas
pela legislação esta negação teve que se modificar e se transformar em ações afirmativas e
de aceitação da diversidade no quadro de colaboradores.
Para as pessoas portadoras de deficiência as ações afirmativas, de aceitação e
compreensão significam que ela pode ter oportunidade de ser incluída no “mundo do
trabalho”. Ao recrutar pessoas portadoras de deficiência a empresa possibilita que a PPD
desempenhe um papel ativo na sociedade, deixando de ser um mero receptáculo passivo de
serviços especializados para tornar-se um produtor e um consumidor consciente e criativo.
Com o trabalho, a PPD adquire dignidade e controle sobre sua vida. Para a pessoa
portadora de deficiência, ter um emprego e conservá-lo representa o quanto ela está
ajustada socialmente (SHAKESPEARE, 1977). À parte as considerações práticas de ter
dinheiro para viver e garantir sustento, estar empregado para a PPD contribui para elevar o
amor próprio, ajuda a evitar o tédio e aumenta usualmente o montante de contato com
outras pessoas (SHAKESPEARE, 1977). Assim, a pessoa portadora de deficiência passa a
se considerar inserida socialmente.
Contudo, na atual estrutura econômica e social, uma pessoa para ser socialmente
aceita e ingressar no mercado de trabalho, deve apresentar atributos físicos e/ou intelectuais
que o destaquem dos demais concorrentes porque as empresas buscam compor seus
quadros funcionais com o que há de melhor no mercado de trabalho no que diz respeito à
mão-de-obra.
Logo, para atender a tais exigências o candidato à vaga deve apresentar as
competências técnicas e comportamentais exigidas pelo cargo. O candidato deve estar
qualificado quanto à instrução e à experiência para exercer as tarefas para qual se propõe e
também deve apresentar condições físicas, psicológicas e comportamentais compatíveis
com as exigências do cargo.
Sendo assim, neste mercado, a pessoa portadora de deficiência parte para a
competição em desvantagem, porque a maioria dos administradores tem a idéia de que
corpo deficiente é improdutivo, o que remete as PPD´s a uma condição de inferioridade em
relação às pessoas economicamente produtivas. Contudo, a pessoa pode portar uma
deficiência mas não ser deficiente para executar um trabalho. Assim, é importante definir o
que é deficiência.
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